ESTÓRIAS...

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sexta-feira, 21 de julho de 2017

VILAREJO



Naquele dia quente de verão, chegamos ao vilarejo de Pitangueiras.
Fomos direto para o sítio de dona Inácia. O caminho era muito bonito, verde por todos os lados.
Eu, minha mãe e minha irmã, na época eu estava com dez anos de idade.
Fomos passar dois dias na casa de dona Inácia, uma amiga da minha mãe e avó da minha amiga Riroco.
Era o mês de janeiro e nós, às crianças estávamos de férias escolares.
A Riroco estava passando férias na casa de sua avó, e já havia chegado lá há uns quinze dias.

Assim que chegamos na casa de dona Inácia, a Riroco já me puxou pelo braço para que fôssemos brincar. Eu não podia perder tempo, pois ficaria ali somente dois dias. Assim que troquei de roupa, saí correndo com a Riroco por aqueles campos floridos e cheios de árvores frutíferas. Aquele aroma das plantas me envolvia, e eu sentia um tremendo bem estar.

A Riroco propôs que fôssemos subir no pé de tamarindo para pegarmos os frutos, e também ver os camaleões que ficavam lá no alto da árvore. Topei na hora!
Fomos, subimos no tamarindeiro e ficamos empanturradas de tanto comer tamarindo. Havia alguns camaleões bem perto de nós, eles ficavam olhando e virando os olhos a cada movimento que fazíamos, e alguns ficavam tão camuflados que se misturavam com as cores da árvore.
De repente, começou a chover aquela chuva de verão. Pensamos que à chuva fosse passar logo, mas não passou. Ficamos lá em cima da árvore, queríamos esperar o sol voltar para que secasse a nossa roupa, e continuássemos ali. Pois estava sendo maravilhoso tomar banho de chuva em cima daquela árvore.
Mas de repente começamos a ouvir os trovões e, com trovões surgem os raios. Então ficamos com medo e descemos rapidinho da árvore, e fomos correndo para a casa de dona Inácia.
Chegando lá, tomamos uma tremenda bronca da minha mãe e da dona Inácia.

Tomamos banho e trocamos de roupa, nesse tempo à chuva passou e o sol voltou a brilhar.
Eu e Riroco estávamos sentadas tomando um lanche. Ela olhou para mim e disse: - Vamos! Você não está ouvindo um barulho? - É o carro de boi que está passando lá na estrada.
Então saímos correndo e fomos ao encontro do carro de boi para pegarmos uma carona nele...
Só posso dizer que foi uma aventura maravilhosa.
Só voltamos para casa à noitinha, caminhando pelo campo e ouvindo os barulhinhos dos grilos e totalmente encantadas com o piscar dos vaga-lumes.
Foi tudo muito bom naquele dia de verão. Foi um presente e tanto.

Lita Duarte