ESTÓRIAS...

ESTÓRIAS...

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O VELHO E O PIANO

O velho estava sentado ao piano e tocava uma bela música. Cheguei perto dele e falei que eu conhecia aquela música, e que ela era especial para mim. Ele sorriu e falou: Moça, hoje em dia, tudo o que me alegra é isso; tocar e saber que as pessoas gostam.

O velho era um homem magro e muito debilitado. Seu nome era João Pedro, mas gostava de ser chamado de velho. Ali onde ele estava tocando era um local que fazia parte de um abrigo para idosos, mantido por uma instituição religiosa. Fiquei curiosa com a pessoa do velho e fui perguntar para algumas pessoas sobre ele. Disseram-me que ele estava ali há três anos, foi encaminhado ao abrigo por um de seus filhos.

Assim que tive oportunidade comecei uma conversa com o velho, acho que o fato de ele tocar tão bem o piano, me deixou curiosa sobre sua pessoa. Comecei uma conversa com ele falando sobre música. A conversa foi acontecendo, quando eu percebi o velho já estava me contando sua vida.

O velho me falou que foi um homem rico, mas que por causa de seu “vício”, acabou com sua riqueza e ainda dava graças a Deus por ter sido acolhido em um abrigo para idosos.

O velho começou dizendo assim: Filha, nessa vida cada pessoa tem seu vício, e o meu vício era as mulheres. Eu era um homem casado e com filhos, mas quando comecei a enriquecer, também comecei a perder meu juízo. Eu sempre fui chegado nas mulheres, mas quando a gente ganha muito dinheiro, pensa que pode ter todas. Eu me envolvi com muitas mulheres, gastei meu dinheiro e minha saúde com elas. Eu era muito descontrolado. Tive muitos filhos fora do casamento, mas hoje eu só recebo a visita do Alfredo, que é meu filho mais novo e que nasceu de um relacionamento com uma atriz que já é falecida. Esse meu filho foi criado pela avó que é uma criatura muito religiosa e graças a ela eu estou aqui nessa instituição.

Perguntei ao velho sobre o seu conhecimento de música, ele respondeu que uma das melhores coisas de sua vida foi ter estudado em um conservatório musical, graças a influência de sua mãe. Ele disse: De tudo o que eu fiz, tenho muitos arrependimentos, mas a música só me deu alegrias. Agora vou tocar uma música que tem um significado importante para mim, essa música é Imagine do John Lennon.
E o velho tocou divinamente enquanto era tocado por sua emoção.

Lita Duarte

sexta-feira, 21 de julho de 2017

AS NUVENS SÓ ESTÃO DE PASSAGEM

Houve um tempo em que voávamos no mesmo céu. Ouvíamos a voz do vento cantando uma música suave. E pelos mares e montanhas sentíamos o esplendor da vida. Pois tudo era tenro e parecia eterno...

Lita Duarte


terça-feira, 13 de junho de 2017

AQUELE TREM JÁ PASSOU

Por que correr tanto? Vá devagar e sinta o momento. Lembro de um tempo que já passou.

Foi na época em que o trem fazia parte do cenário da vida de muitas cidades brasileiras. A gente viajava de trem. O tempo não corria tanto e nem o trem, mas havia um encanto naquilo tudo. As estações eram sempre muito bem cuidadas, os funcionários estavam sempre bem vestidos em seus uniformes e eram muito educados e atenciosos. Havia qualidade nos serviços prestados e era bem seguro viajar de trem. Mas o tempo passou e os trens foram sendo abandonados. Restaram os trens que circulam nas grandes cidades, mas todo mundo sabe que é um serviço ruim e faz parte do transporte público que é explorado de maneira ineficiente. Existe também o trem de carga, mas é pouco utilizado, porque as ferrovias estão em péssimo estado de conservação. Mas eu queria mesmo era falar do charme e elegância que havia naqueles trens que transportavam pessoas em curtas ou longas viagens pelo Brasil afora. Aquilo tudo foi bom enquanto durou... Aliás, havia muita coisa boa e que funcionava bem, mas o que será que aconteceu e por que tanta coisa se perdeu?

Lita Duarte

sexta-feira, 7 de abril de 2017

TRANSFORMAÇÕES ACONTECEM


Ao ver uma lagarta em uma planta, a pequena Alice perguntou para sua mãe: - Que bicho esquisito é esse? Ele só fica comendo folhas.
- Minha filha, esse bicho é uma lagarta. Quando a gente olha pra ela, não dá para imaginar que daqui a algum tempo ela vai se transformar em uma linda borboleta.
- Mãe, as borboletas são lindas... 
- As lagartas também são lindas. A natureza é cheia de encantos.

Com esse pequeno texto fica aqui o pensamento de que o nosso olhar deve ser menos crítico e mais bondoso.
Lita Duarte
Foto: Felipe Frauches

segunda-feira, 3 de abril de 2017

PLANTAR E COLHER

Ana Luíza plantou rosas em seu jardim. Cuidou muito bem da sua plantação.
Depois de algumas semanas surgiram as flores, lindas e perfeitas.

A vida é assim: se agente plantar rosas, certamente vai colher rosas.:)

quinta-feira, 30 de março de 2017

SONHOS

Ângela adormeceu na cadeira de balanço que ficava na varanda da velha casa. Ela adorava ficar olhando para a velha jaqueira. E de repente adormecia... Sonhava muito e ficava feliz, parecia que voltava no tempo. Quando acordava sentia-se muito bem e agradecia a natureza por mais um dia de tanta beleza.

Lita Duarte


segunda-feira, 27 de março de 2017

O PAVÃO

O passeio naquela fazenda antiga trouxe muitas alegrias. As crianças ficaram fascinadas com tudo que viram, mas se encantaram com o pavãozinho. Ele era muito lindo e se aproximava das pessoas com muita desenvoltura. 

Lita Duarte

quarta-feira, 22 de março de 2017

INFÂNCIA

Havia outras alegrias naquele tempo que não corria. A gente só se preocupava em acordar e dormir. Tudo seguia um ritmo harmonioso. Parecia que a vida era um imenso balão colorido. Problemas! O que era isso?  Os adultos pareciam ser tão bons e tão sábios. Eles pareciam saber de tudo e jamais sentiam medo. Tudo tinha um colorido perfeito. Até a escola que para alguns era um momento de chateação, tinha sua graça e beleza.

Infância é um tempo bom... ou era. A gente não tinha pressa de crescer. A gente se contentava com tão pouco. Não havia tanto desespero em ter, em possuir coisas desnecessárias. A gente era criança e era feliz.

Lita Duarte

quarta-feira, 15 de março de 2017

O LAGARTO

As meninas saíram para brincar no parque, costumavam fazer isso todos os dias no final da tarde. Mas aquele dia foi muito especial. Diante da grande árvore elas pararam e observaram algo diferente.
Havia um lagarto enorme embaixo da árvore. Elas ficaram curiosas, mas também tiveram medo. Uma delas foi avisar um dos guardas que ficava circulando pelo parque. Imediatamente ele foi com ela olhar o tal lagarto. Ele também ficou impressionado com o tamanho do bicho e disse: - Esse bicho não é daqui. Alguém deve ter trazido pra cá.
As meninas foram embora, deixaram o guarda cuidar do assunto sobre o lagarto. No dia seguinte, quando voltaram ao parque ficaram sabendo que aquele lagarto havia sido abandonado por uma pessoa que não queria mais cuidar dele. O lagarto era um bicho de estimação... melhor dizendo: ex-bicho de estimação.
Triste, mas é isso que acontece. Muitas vezes as pessoas compram um bicho (porque é moda), levam para casa e começam a cuidar dele, mas com o tempo elas se cansam, porque cuidar de bicho exige dedicação. Então algumas pessoas acabam abandonando o bicho, como se ele fosse um objeto descartável.

Lita Duarte

PAUSA...

PORQUE A HARMONIA TEM QUE SER CRIADA DENTRO DA GENTE.