ESTÓRIAS...

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segunda-feira, 29 de julho de 2013

PEQUENA AMOREIRA

Plantei uma árvore na beira do rio. Mais uma árvore para minha coleção. Essa é uma amoreira. Isso me faz lembrar da velha amoreira que tínhamos no quintal de casa. Aquela árvore era mágica. Eu e meus irmãos colhíamos amoras para fazer suco e sorvete. A velha amoreira não existe mais... mas não faz mal, porque ela está bem viva na minha memória. Ela e todas as outras árvores que plantei e com as quais convivi.

Minha pequena amoreira vai crescer e vai dar muitos frutos. Eu já posso vê-los nos meus pensamentos. Frutos suculentos, saborosos e naquela cor escura e forte que a gente chamava de cor de amora. A boca da gente ficava roxa de tanto comer os frutos, demorava um tempão para voltar à cor normal. No dia seguinte a mãe dizia: Nem pense em comer amoras! A teimosia era maior que o medo de levar broncas, e a gente repetia a dose. Não demorava para tomar uns cascudos. Mas tudo era tão bom... e ainda é. Ainda temos mudinhas de amoreira para plantar e replantar, dar e talvez vender.


lita duarte