ESTÓRIAS...

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sábado, 16 de julho de 2011

SORAYA

Eu estava tomando meu chá preto tradicional, olhava pela janela do meu apartamento, o dia estava ensolarado e eu estava confortavelmente bem. Nada e ninguém me incomodava, então o telefone tocou, fui atender, era ela... Sim, ela! Justamente agora em que já nem pensava mais nela, mas enfim, atendi o telefone e ouvi aquela voz melódica chamando o meu nome… Por um momento, tive vontade de desligar, mas pensei bem e ouvi o que ela tinha para me dizer. Ela disse que estava na cidade e queria me ver, então pensei… pra quê? Mas respondi que estava muito ocupado e que não daria, pois estava num trabalho fatigante. Ela insistiu, disse que precisava falar comigo, faria tudo para que nos encontrássemos. Acabei concordando. Marcamos um local para o dia seguinte, engraçado, mas eu não estava entusiasmado. Até pensei em não ir, mas fui, no dia seguinte eu estava lá. Quando olhei para o local em que ela disse que estaria… realmente, lá estava ela. Fui em sua direção, nos cumprimentamos, conversamos alguns minutos, então ela me disse que queria voltar ao nosso romance, disse que sentia saudades. Engraçado, mas enquanto ela falava eu nem prestava atenção direito no que ela dizia, minha mente estava em outro lugar. Ela me perguntou se eu estava bem. Eu disse que sim e olhei bem nos olhos dela e disse: - Soraya, você continua linda, mas eu já não sinto nada por você. Não dá para voltar no tempo, nem mesmo se eu quisesse, sei que não conseguiria. A vida me ensinou muitas coisas, eu aprendi a me valorizar, também entendi que existem coisas que não podemos ter. Soraya, o passado passou e levou tudo embora, não sinto saudades... É, quando não se pode ter algo é melhor esquecer. O passado passou como um trem que vai para bem longe... Ela ficou me olhando e não disse nada. Depois de ter falado assim, dei um beijo no rosto dela e fui embora. Nem olhei para trás.

lita duarte