ESTÓRIAS...

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quarta-feira, 11 de maio de 2011

PERCEBER OU NÃO PERCEBER, EIS A QUESTÃO

-O que aconteceu, Milena! Você disse que voltaria, mas não voltou! Por quê?

-Ora, não voltei, porque agora não há mais nada que me encante por aí! Ficou tudo muito sem graça. Às vezes é melhor não saber demais. É isso mesmo, Ana. Cansei de tanta chatice. Não gosto que me enrolem com mentiras e bobagens. Minha amizade é sempre sincera e verdadeira, mas quando sou incomodada com fofocas, então fico com um pé atrás.

-Você é muito radical, Milena. Eu sei que sou muito distraída, mas não queria que você se aborrecesse com falatórios que eu nem sei como começaram. Pessoas são invejosas, e gostam de lançar maldades quando percebem que duas pessoas se dão bem.

-Ana, eu não gosto de pessoas lerdas, que ficam esperando o mundo desabar para poder agir. E mesmo assim, muitas vezes não fazem nada. Estão vendo que alguma coisa está errada, mas não tomam providência nenhuma. E ainda dizem que gostam de você. Acho muito estranho alguém dizer que gosta de você, mas nunca se manifesta quando você pede ajuda. Sinceramente, acredito que uma pessoa que gosta da gente de verdade, faz o mínimo, pelo menos para mostrar que te valoriza como pessoa.

-Ah não vejo assim! Aliás, nem percebo essas coisas, Milena. Acho que sou muito diferente de você. Se querem falar que falem, que se danem! Detesto a mania das pessoas em querer me transformar, detesto dar explicações. Sou desse jeito e gosto de ser assim.

-Ou seja, tanto faz. No tanto faz está uma resposta que diz isso mesmo: você não se importa com os outros, ou pelo menos com alguém que já não te interessa mais, Ana. Então é isso aí, garota. Seja feliz... se puder.

lita duarte