ESTÓRIAS...

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quarta-feira, 23 de março de 2011

VERÃO - 1970

Naquele dia quente de verão, chegamos ao vilarejo de Pitangueiras.
Fomos direto para o sítio de dona Inácia.
Eu, minha mãe e minha irmã. - Na época eu estava com dez anos de idade.
Fomos passar dois dias na casa de dona Inácia, uma amiga de minha mãe e avó de minha amiga Riroco.
Era o mês de janeiro e nós que éramos crianças estávamos de férias escolares.
A Riroco estava passando férias na casa de sua avó, e já havia chegado lá há uns quinze dias.

Assim que chegamos na casa de dona Inácia, a Riroco já me puxou pelo braço para que fôssemos brincar. Eu não podia perder tempo, pois ficaria ali somente dois dias. Mal troquei de roupa e saí correndo com a Riroco por aqueles campos floridos e cheios de árvores frutíferas. Aquele aroma das plantas me envolvia, e eu sentia um tremendo bem - estar.

A Riroco propôs que fôssemos subir no pé de tamarindo, para pegarmos os frutos e também ver os camaleões que ficavam lá no alto da árvore. Topei na hora!
Fomos e subimos no tamarineiro, nos empanturramos de tamarindo e brincamos muito com os camaleões.
De repente, começou a chover aquela chuva de verão. Pensamos que a chuva fosse passar logo, mas não passou. Ficamos lá em cima da árvore, queríamos esperar o sol voltar para que secasse a nossa roupa, para continuarmos ali. Pois estava sendo maravilhoso tomar banho de chuva em cima daquela árvore.
Mas de repente começamos a ouvir os trovões e, com trovões surgem os raios. Então ficamos com medo e descemos rapidinho da árvore e fomos correndo para a casa de dona Inácia.
Chegando lá, tomamos uma tremenda bronca de minha mãe e de dona Inácia.

Tomamos banho e trocamos de roupa, nesse tempo a chuva passou e o sol voltou a brilhar.
Eu e Riroco estávamos sentadas tomando um lanche, então ela olhou para mim e disse: Vamos! Você não está ouvindo um barulho? É o carro de boi que está passando lá na estrada.
Saímos correndo e fomos ao encontro do carro de boi para pegarmos uma carona nele...
Só posso dizer que foi uma aventura maravilhosa.
Voltamos para casa de noitinha caminhando pelo campo e ouvindo os barulhinhos dos grilos e vendo o piscar dos vaga-lumes.
Foi tudo muito bom naquele dia de verão.

lita duarte