ESTÓRIAS...

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domingo, 23 de janeiro de 2011

REENCONTRO

Nunca imaginei que ao começar naquela "viagem" seguiria para lugares jamais pensados por mim.
Os encontros e os começos são muitas vezes fantásticos. Basta iniciar algo impensado para que um mundo comece se abrir numa velocidade algumas vezes estonteante. E assim a gente caminha, ora com muita alegria, mas também algumas vezes com certa tristeza, porque o bom de não planejar muito, são as surpresas, mas muitas vezes elas não são boas. E quando ouço os silêncios de minha alma, então me sinto bem, posso me alegrar com o que possuo, sim, tenho a mim! E como isso é bom. Também amo ouvir na quietude de uma manhã de domingo os pássaros cantando para que o dia desenrole na mais perfeita harmonia. E olha que harmonia é uma palavra com um som agradável. O bom de ouvir música e gostar de música é que a gente sempre está com alguma na cabeça. Não, não me prendo em estilos, se gosto, gosto e ponto final. E do que não gosto?  - Ora, não gosto de berros estridentes de gente doente, - digo doente de falta de bom senso, porque na doença que maltrata o corpo geralmente as pessoas ficam quietas, e quando gritam - gritam de dor real. Engraçado são os gritos de alguém que viu uma barata daquelas bem grande voando pela sala e depois pousou no cabelo de uma mulher idosa que falou assim: Que é isso moça, não precisa gritar! - E num gesto suave passou a mão pelo cabelo grisalho e apanhou a barata, pôs no chão e lhe deu um belo pisão. O inseto ficou ali, esmagado. E o curioso foi que minutos depois estavam ali para saborear tão magnífica refeição - elas, sim, elas: as formiguinhas. Essas que a gente vê por todos os lados, dizem que elas vão dominar o mundo, dizem que elas são formigas-argentinas. Será!
Bem, o fato é que a barata sumiu,- melhor: sumiram com ela.

Bem mas continuando na "viagem" que não tem fim, pensei muito em cores, mas tenho tentado pensar em preto e branco. Já imaginaram um mundo em preto e branco. Bem, no fundo seria preto, branco e cinza, porque o cinza é a mistura do preto com o branco. Gosto dessas cores. Também já imaginei um arco-íris sem suas cores, mas isso não seria possível! Ou seria? Então deixaria de ser arco-íris. No fundo as cores só nos fazem bem, assim como muitas pessoas que conhecemos e gostamos. E gostamos porque gostamos e ponto, sem uma razão especial ou porque num dado momento ficou estabelecido algum elo. Não sei, mas tudo sempre precisa ter uma razão de ser.
Sempre se exige uma explicação para tudo! Por que escrevo? Porque gosto e sinto necessidade de escrever. Já faz parte de mim. É isso aí.

lita duarte