ESTÓRIAS...

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SEM RASTROS - A mulher indígena


A mulher indígena, naquela noite chorou muito. No dia seguinte resolveu partir carregando seu filho no colo. Há muito tempo que ela vinha sendo maltratada. E depois que ela teve o seu primeiro filho, tudo piorou. Ela tinha muito medo que seu marido fizesse algo de ruim para o bebê. Então após aquela noite, ficou claro o que ela precisava fazer. Ela decidiu fugir com seu filhinho. Ela sabia que não seria fácil, pois fugir daquele homem que lhe maltratava exigia muita coragem e determinação. Mas ela reuniu forças e quando a noite chegou, esperou o seu marido adormecer. Pegou o bebê no colo e partiu para bem longe daquela cidade e do jugo daquele homem perverso.

Caminhou a pé durante a noite toda até chegar à cidade mais próxima. Ela sabia que teria que ficar escondida por algum tempo. Não pensou em desistir. Fincou o pé ali, decidiu que não olharia para trás. O passado estava morto. Agora era só ela e o filho.
Ela sabia que não poderia fraquejar  e não fraquejou. Aquele sangue de índio estava mais vivo do que nunca naquelas veias feminina.

A mulher conseguiu se estabelecer em um local seguro. Arranjou emprego em uma casa  de família, em que ela podia cuidar de seu filho. Felizmente seus patrões eram pessoas de bem e assim ela pode dar uma boa educação para o menino. Esse filho cresceu, estudou muito e formou-se em direito. Hoje em dia, é ele quem cuida de sua mãe.




lita duarte
Foto do livro Crianças Indígenas / Net