ESTÓRIAS...

ESTÓRIAS...

sábado, 27 de março de 2010

MARIA BILIA E JOÃO GRANDÃO

Meus amiguinhos, Maria Bilia e João Grandão têm tantas estórias juntos, que se eu contar, não paro mais!
E é isso mesmo que eu vou fazer... então lá vai!
Ah! Tenho que dizer que essa estória aconteceu lá nos idos de 1939. É, faz um tempão!
E foi na cidade de Monte Sião, lá em Minas Gerais.

Maria Bilia, uma mulher muito bonitinha, e João Grandão, seu marido muito fortão, tinham um bebezinho lindinho.
Certa noite o bebezinho começou a chorar muito e também estava com febre. A Maria Bilia muito preocupada acordou o João Grandão e disse:
- João Grandão, o bebê está com febre e não pára de chorar. Vamos até o farmacêutico, para ver se ele pode nos ajudar.
Naquela época só havia um farmacêutico que tratava dos doentes da cidade; ele tinha formação acadêmica, então podia receitar remédios para a população, e ele também era o prefeito da bonita Monte Sião.
Bem, o João Grandão, mais que depressa pulou da cama e disse:
-Sim, minha querida Bilia, vamos levar o bebê para o farmacêutico ver.

Então, eles se arrumaram e partiram para o centro da cidade, pois eles moravam um pouco longe do centro da cidade de Monte Sião, onde o farmacêutico, que também era prefeito, morava.

Pelo caminho afora eles iam andando, mas estava tudo muito escuro. Dona Lua nem queria saber de dar as caras.

No caminho eles tinham que passar perto de um matadouro - aquele lugar onde matavam, e ainda matam os bois.
Mas estava muito escuro e só dava para ouvir as corujas e os outros bichos noturnos. De repente eles ouviram um barulho muito forte, mas muito forte, mesmo!
Sabem de uma coisa? Eles ficaram com muito medo. Parecia um trovão! Uma coisa louca!
Eles começaram a correr. Correram tanto que finalmente chegaram no centro da cidade, e foram direto para a casa do farmacêutico, que também era o prefeito.
Chegando lá bateram na porta.
Passou um tempinho e uma senhorinha atendeu. Eles disseram que o bebê estava doente e precisavam ver o farmacêutico.
A senhorinha olhou para eles e disse:
-Só o bebê está doente? Porque vocês... estão com umas caras!
Então eles disseram o que tinha acontecido no caminho.
Nisso, o farmacêutico acordou e foi ver o que estava acontecendo.
Eles disseram que o bebê precisava de cuidados. O farmacêutico examinou o bebê, e receitou para o pequeno remédios à base de óleos.
Ele disse que o bebê estava com muitos gases.
Então o João Grandão falou para o farmacêutico:
-Senhor, será que podemos ficar aqui até o dia amanhecer?
Ele respondeu que sim, mas quis saber o porque. Então o João Grandão explicou o que havia acontecido no caminho, antes de chegarem ali.
O farmacêutico, que também era o prefeito, disse dando muitas risadas:
-Ah! Isso só pode ser aquele touro enfezado, o Adamastor!
Ele deve ter escapado do lugar onde fica preso, e foi bater nas portas de aço com aquelas patas potentes que só ele tem.
Então todos deram muitas risadas.
Maria Bilia disse:
-Ufa! ainda bem que ele não conseguiu sair de lá de dentro. Imagina só o que ele poderia fazer!
Nesse momento o farmacêutico que era prefeito - Ah! lembrei agora! - ele também era o dono do matadouro - ficou pensativo e coçou a cabeça.
Então João Grandão falou:
-É preciso tomar conta daquele touro, senão alguém vai fazer churrasco com ele.
Nessa hora ninguém riu!
Mas o bebê soltou um pum, que inundou o ambiente com um cheiro insuportável! Aí, todo mundo caiu na gargalhada...

O farmacêutico, que era prefeito e dono do matadouro, falou:
-Amanhã, vou tomar providências para que o Adamastor fique sempre preso no local dele. E que fiquem de olho nele para que o danado não fuja mais.

O dia foi clareando e de repente... amanheceu! Era hora de partir. Então, Maria Bilia e Jão Grandão se despediram do farmacêutico, que era prefeito e dono do matadouro, e foram embora.
Maria Bilia, com o bebê no colo, e João Grandão, com o pacote de remédios, partiram para casa. No caminho eles iam conversando e dando muitas risadas, lembrando dos acontecimentos da noite passada...


Fim

lita duarte